Túnel do Marão: Já é possível atravessar aquele que será o mais longo túnel ibérico

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A história da construção do túnel do Marão, começada em 2009, conheceu esta semana um novo capítulo, que é também uma nova passagem para o outro lado da Serra, com a abertura da galeria sul do túnel, que foi ontem realizada com sucesso

Já há luz ao fundo do túnel. Desde as 13.30 horas desta quinta-feira já se pode atravessar toda a Serra do Marão por baixo de terra.

Mas, por enquanto, só na galeria sul e apenas para as máquinas e operários, que ainda terão mais cerca de três meses de trabalho. Apenas a partir de março de 2016 é que estará aberta aos automobilistas.

Seja como for, esta foi uma tarde “histórica”, como a classificou o presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), António Ramalho, por causa do chamado varamento da galeria sul de um túnel com quase seis quilómetros de extensão, faz parte da Autoestrada do Marão que vai ligar Amarante a Vila Real. Mas também é histórica porque “os trabalhadores chegam a esta fase sem qualquer acidente registado”.

Eram 12.19 horas quando soaram os últimos rebentamentos daquela galeria, destruindo os derradeiros quatro metros de parede granítica. Depois, durante quase uma hora, duas máquinas pesadas trabalharam arduamente para retirar as toneladas finais de entulho, de modo a possibilitar a passagem da comitiva (responsáveis da IP, técnicos e jornalistas) até à boca nascente, do lado de Vila Real.

A Autoestrada do Marão “vai ter um custo final entre 260 e 270 milhões de euros”. Contas avançadas por António Ramalho e que representam uma poupança significativa em relação aos 350 milhões inicialmente anunciados. Para o efeito contribuiu a forte concorrência verificada nos concursos para as empreitadas do túnel e dos acessos.

Os prazos avançados no retomar das obras, há pouco mais de um ano, mantêm-se: Conclusão até 31 de dezembro de 2015, seguida de uma fase de testes no túnel propriamente dito, e abertura ao tráfego até ao final do primeiro trimestre de 2016.

Em relação às portagens, a perspetiva de custos para os cerca de 26 quilómetros da Autoestrada do Marão será de “aproximadamente dois euros por passagem, talvez um pouco abaixo disso”, segundo António Ramalho, valor que abaixo do previsto, que era de quase três euros.

Desde o início da empreitada, há seis anos, as obras foram suspensas três vezes. A construção em toda a extensão da autoestrada parou a 27 de junho de 2011 e dois anos depois a obra foi resgatada pelo Estado. Os trabalhos para a sua conclusão recomeçaram há cerca de um ano.

Quando estiver concluída esta via, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro ficará finalmente desencravada, com ligação por autoestrada entre o Porto e Bragança, com indiscutíveis vantagens em termos de redução tempo de percurso e de sinistralidade.

Desde 2012, a região dispõe também da Autoestrada Transmontana, entre Vila Real e Bragança, o IP2, entre Macedo de Cavaleiros e Celorico da Beira, e o IC5 entre o Alto do Pópulo (Murça) e Miranda do Douro.

Sistema inteligente otimiza segurança dos condutores

O Túnel do Marão vai ficar equipado com a solução de gestão integrada Horus. Inclui um avançado sistema de vídeo vigilância com detecção automática de incidentes, baseado em visão artificial, que facilitará a reação imediata perante eventos que possam colocar em risco a segurança dos utilizadores ou a circulação na via.

A solução também incorpora um sistema de controlo de mercadorias perigosas através de vídeo vigilância e algoritmos de reconhecimento de matrículas. O elevado nível de automatização das operações facilitará a gestão rápida e precisa de tudo o que ocorrer no túnel, tanto no que se refere à gestão quotidiana como a situações de emergência.

Também vai ser possível proporcionar aos condutores informação em tempo real e uma maior segurança e qualidade do serviço, contribuindo para reduzir o risco de incidentes e otimizando a utilização dos recursos durante a assistência aos mesmos.

Fonte: Jornal de Notícias

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