Trabalhadores da construção ameaçam cortar trânsito frente à Soares da Costa por salários em atraso

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O Sindicato dos Trabalhadores da Construção ameaça avançar com protestos públicos caso a Soares da Costa não proceda rapidamente ao pagamento de salários em atraso, relativos ao mês de maio. Recentemente a construtora portuguesa anunciou que avançará para o despedimento coletivo de 272 dos seus colaboradores, que se encontram parados em casa há vários meses por falta de trabalho.

Empresa tem até dia 15 para regularizar a situação. “Quando fizermos uma concentração é na estrada! Cortamos o trânsito!”

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção ameaça cortar o trânsito em frente à Soares da Costa, no Porto, caso a administração não pague os salários relativos a maio.
O presidente do sindicato Albano Ribeiro assegura que o presidente da Comissão Executiva da empresa de construção assumiu um “compromisso”, prometendo resolver o problema até meados deste mês. “Se até ao dia 15 os salários não forem pagos, naturalmente que vai haver uma concentração de trabalhadores da construção – mas como sabemos a Soares da Costa tinha outros ramos de atividade – e vamos convidar outros sindicatos e a comissão de trabalhadores para fazer uma concentração em frente aos escritórios”, explicou à Renascença.
Nestas declarações diz que o objetivo é dar a conhecer à sociedade o motivo do protesto e exigir explicações. “Quando fizermos uma concentração é na estrada! Cortamos o trânsito! Quando vierem as autoridades, conversamos”.
A Soares da Costa vai proceder ao despedimento coletivo de 272 funcionários que por falta de trabalho se encontravam “há largos meses” em casa, em situação de inatividade, recebendo os respetivos salários, anunciou a construtora no final do mês de maio.
Fonte oficial da Soares da Costa disse na altura à agência Lusa que “é público que a empresa tem passado por uma situação com alguma complexidade, porque em Portugal não há negócio” no setor da construção, mas a nova administração – liderada por Joaquim Fitas, após renúncia de António Castro Henriques – está determinada a “dar um novo rumo à empresa”.
Segundo o dirigente sindical, a “maior crise de sempre” que atualmente afeta o setor da construção está também na base dos problemas que a Soares da Costa tem sentido ao nível do pagamento dos salários, quer em Portugal, quer em Angola.

Fonte: Rádio Renascença

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