Construtoras espanholas tramadas pelo “TGV do deserto”

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O “TGV do deserto” está a gerar diversos conflitos entre a entidade adjudicante e um conjunto de construtoras espanholas. A obra foi adjudicada pela companhia estatal saudita Saudi Railways Organization (SRO), e o consórcio de empresas públicas e privadas espanholas responsável pela execução da obra.

O projeto foi adjudicado por cerca de 6,7 mil milhões de euros, e tinha Janeiro de 2017 como meta, que entretanto foi reagendada devido a vários fatores.

Em primeiro lugar, a instabilidade governativa saudita. Desde que arrancou o projeto do “TGV do deserto”, o cargo de ministro dos Transportes já foi ocupado por 3 pessoas distintas, o que terá provocado atrasos no pagamento. As construtoras queixam-se de atrasos nos pagamentos entre os dois e três meses.

Outro dos fatores de tensão, prende-se com a dificuldade técnica em construir uma linha de alta velocidade no deserto, já que por diversas vezes a linha férrea fica soterrada na areia, uma consequência direta das frequentes tempestades no deserto saudita.

Ontem, a ministra do Fomento espanhola, Ana Pastor, anunciou que o governo saudita concordou em prolongar por 14 meses o prazo de conclusão do projeto, além de se comprometer a pagar as verbas em atraso às empresas espanholas, na sequência de uma visita à Arábia Saudita do presidente da Renfe (equivalente à CP), Pablo Vásquez, para desbloquear mais o impasse entre as duas partes.

O consórcio das empresas espanholas inclui as empresas públicas Ineco, Adif e Renfe e as empresas privadas Cobra, OHL, Indra, Consultrans, Copasa, Dimetronic, Imathia, Inabensa e Talgo.

Fonte: Económico (adaptado)

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