Somague pretende ser indemnizada pelo Sporting

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A Somague e o Sporting estão de costas voltadas. O foco da discórdia é o Pavilhão João Rocha, ganho em concurso pela empresa de construção portuguesa em 2014. Depois de recentemente o clube desportivo ter comunicado a suspensão do acordo com a Somague por incumprimento, esta recorreu à comunicação social para expressar o seu ponto de vista. A construtora acusa o clube de Alvalade de considerar abrangido no preço da proposta para a construção do Pavilhão João Rocha trabalhos que não estavam previstos e pôr fim às negociações após todo o trabalho efetuado.

A Somague diz que, em sede própria, “peticionará os seus direitos e requererá a devida indemnização por todos os prejuízos causados pelo incumprimento das obrigações legais e contratuais assumidas pelo Sporting”.

Em causa está a decisão anunciada pelo clube de Alvalade em comunicado de suspender o acordo com a Somague para a construção do Pavilhão João Rocha, por incumprimento do previamente estabelecido, adjudicando a obra à Ferreira Build Power, segunda classificada no concurso.

“Pese embora não seja política da Somague a utilização dos meios de comunicação social para esgrimir argumentos e alimentar polémicas, não pode esta empresa deixar de referir que não correspondem à verdade as afirmações feitas pelo Sporting, que deliberadamente deturpa e manipula os factos”, afirma a construtora, num comunicado divulgado esta segunda-feira.

A empresa sublinha que “a pedido do Sporting, através do seu interlocutor FICOPE, Fiscalização, Coordenação, Projetos de Engenharia, a Somague, de boa-fé, iniciou a prestação dos serviços objeto do contrato de conceção, construção do Pavilhão João Rocha, o qual deveria ter sido outorgado até final de janeiro de 2015, mas cuja minuta o Sporting só disponibilizou em finais de fevereiro de 2015 e após inúmeras insistências da Somague”.

A prestação de serviços iniciada, acrescenta a empresa, “respeitou à elaboração dos projetos de arquitetura, escavação, contenção e estrutura de betão armado”, sendo que “aquando da elaboração dos referidos projetos, o Sporting pretendeu neles considerar alterações várias, que alteravam a proposta da Somague”.

A Somague garante ainda que manteve os termos da sua proposta. Já o Sporting, acusa, “pretendeu considerar abrangido no preço da proposta, trabalhos nela não constantes e surpreender a Somague com a decisão do termo das negociações após todo o trabalho efetuado”.

O Sporting tinha anunciado em comunicado ter tomado “conhecimento através da FICOPE, empresa coordenadora geral do processo de concessão e construção do pavilhão, de que a Somague informou a 2 de abril que “não estavam reunidas as condições para a assinatura do contrato nos termos inicialmente negociados e subjacentes ao concurso efetuado” e que pretendia acrescentar valores aos 7,2 milhões de euros definidos em janeiro, passando o custo da obra para 7,8 milhões mais IVA”.

De acordo com a agência Lusa, depois de uma reunião entre as partes, a 6 de abril, com a presença, entre outros, dos presidentes do Sporting, Bruno de Carvalho, e da Somague, Rui Vieira de Sá, e na qual, segundo os ‘leões’, este terá garantido que tudo estava ultrapassado, a construtora reafirmou no dia seguinte e reiterou a 15 de abril que haveria custos adicionais, propondo a alteração de condições de contratação estabelecidas no concurso.

O Sporting diz que, perante estes factos, a direção solicitou um parecer à FICOPE e esta considerou que um valor de 150 mil euros eram custos que deviam estar incluídos na proposta base.

A FICOPE retomou então negociações com Ferreira Build Power, que tinha ficado em segundo lugar no concurso para edificação do pavilhão e que, segundo o Sporting, apresentou uma proposta de 7,5 milhões de euros, incluindo os trabalhos que a Somague considerava adicionais.

O Sporting adjudicou a empreitada e assinou contrato na sexta-feira com esta empresa, que se comprometeu a ter a obra concluída até ao final do ano de 2016, estando a inauguração do pavilhão prevista para março de 2017.

Fonte: Jornal de Negócios | Fonte (imagem): Miguel Baltazar

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