Soares da Costa : Trabalhadores bloqueiam estaleiro em protesto

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Foi por volta das 11h da manhã de ontem, após o plenário de trabalhadores da Soares da Costa, que os trabalhadores da empresa iniciaram um bloqueio às instalações, mais propriamente os estaleiros de Rechousa, em Vila Nova de Gaia.

Esta ação de protesto teve como principal objectivo, impedir a saída de uma grua necessária para a edificação do Hotel Monumental, uma unidade de cinco estrelas construída em plena Avenida dos Aliados, num projecto avaliado em 14 milhões de euros e que foi ganho pela construtora Soares da Costa.

Após cerca de três horas de protesto, a GNR acabaria por chegar ao local e abrir o portão, não tendo existido, no entanto, qualquer movimento de entrada e saída de camiões. As razões que levaram os trabalhadores a adotar esta medida de força estão longe de ser ultrapassadas: só arredam pé quando receberem os salários em falta de Novembro, Dezembro, e subsídio de Natal.

“Acusam-nos de estarmos a fazer com que a empresa perca a obra, e que o dono do hotel a entregue a outro. E ninguém se lembra que também podemos perder a nossa casa para ter que a entregar ao banco”, reclama Manuel  Almeida, trabalhador da Soares da Costa com 42 anos de casa, e há 14 meses a engrossar a bolsa de trabalhadores inactivos que estiveram em casa, a receber salário sem obras para trabalhar.

No plenário matinal estiveram cerca de 80 trabalhadores. Durante as horas da concentração foram ficando bastantes menos. “Vamos ficar aqui o tempo que for preciso”, começou por explicar José  Martins, coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT), adiantando que seria muito difícil aceitar que os salários em falta só pudessem ser pagos no dia 20 de Janeiro, como lhe havia dito um responsável pela administração financeira pelo telefone.

José Martins não soube precisar o montante da massa  salarial em falta. Mas confirmou a informação dada ao PÚBLICO por fonte da empresa que referiu que em Novembro foram pagos os salários de uma grande parte dos trabalhadores. “Foi pago em duas tranches, primeiro de 250€ e depois de 300€. Quem ganha 550€ (e admito que são cerca de 60% dos trabalhadores) tem o salário de Novembro quase pago. Mas falta o resto”, contabiliza o coordenador da CT, e trabalhador da Soares da Costa há 29 anos.

Fonte: Público | Fonte (imagem): Nelson Garrido – Público

Controle, em pormenor, a atividade das suas máquinas e pesados nas diferentes obras.

 

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