Soares da Costa: Sete meses de salários em atraso prejudicam gravemente as famílias

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Mais de 60 trabalhadores da Soares da Costa em Angola têm cerca de 7 meses de salários em atraso, um cenário que agrava os problemas financeiros das suas famílias em Portugal que se vêm privadas de uma fonte rendimento, a única em muitos casos.

Para Isaura Santos, mulher de um dos trabalhadores da Soares da Costa que se encontra nestas condições, as dificuldades sentidas pelas famílias destes trabalhadores são muitas vezes esquecidas  “Fala-se muito do que se passa em Angola, mas pouco das famílias que estão em Portugal, que não recebem os salários que deveriam ser transferidos e, no nosso, caso já lá vão sete meses” e acrescenta “As mulheres de todos estes trabalhadores estão a passar por muitas dificuldades. O pouco dinheiro que tínhamos nas poupanças já se foi, temos contas em atraso, eu já não pago a casa há dois meses. Estamos todas muito mal”.

Os trabalhadores da construtora em Angola terão mesmo ameaçado fazer greve, no entanto “a empresa garantiu que os três primeiros meses foram depositados no banco em Angola, mas o Governo angolano não permite a transferência de divisas”. Ou seja, os salários foram pagos, mas estão retidos no banco em Angola, revelou Isaura Santos.

Fonte oficial da Soares da Costa confirma a falta de pagamentos dos salários nos últimos sete meses, mas sublinha que “o dinheiro do total dos salários está depositado no banco a aguardar ordem de transferência de divisas”. Acrescenta que o grupo “está a envidar todos os esforços para resolver o problema, e acredita que, apesar de ser um processo demorado, estará regularizado rapidamente”.

Entretanto, os trabalhadores continuam no estaleiro das obras, onde fazem as suas refeições. Além disso, recebem uma parte do salário em kwanzas, “para os gastos pessoais, e agora até para comprarem água, porque já só existe na obra”, sublinha Isaura Santos.

Muitos dos que trabalhavam para a construtora naquele país já regressaram a Portugal, mas outros, como o marido de Isaura santos não pensam fazê-lo. “O meu marido tem contrato de três anos e só cumpriu um, se vier para Portugal poderá ficar a ganhar 500€ ou mesmo nada, por não cumprimento de contrato”.

Recentemente o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, aconselhou os trabalhadores da construtora com salários em atraso a suspenderem o seu contrato.

Fonte: Dinheiro Vivo (adaptado) | Fonte (imagem): Sapo

Controle, em pormenor, a atividade das suas máquinas e pesados nas diferentes obras.

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