Soares da Costa ganha obras de recuperação da Pensão Monumental no valor de 14 milhões

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A edição de hoje do Público avança que a Soares da Costa foi a vencedora do concurso para a construção do Monumental Palace Hotel, no Porto, no valor de 14 milhões de euros. A obra, que foi encomendada pela Douro Azul, poderá contribuir para reduzir o total de 272 trabalhadores cujo despedimento coletivo a construtora prepara.

Situado na Avenida dos Aliados, no coração da cidade invicta, o Monumental Palace Hotel é um empreendimento de luxo e nascerá no lugar onde hoje se situa a velhinha Pensão Monumental. A assinatura do contrato está dependente apenas da apresentação de garantias bancárias pela empresa, confirmou ao Público Mário Ferreira, presidente da empresa turística Douro Azul”.

O projeto de reabilitação da emblemática Pensão Monumental transformá-la-á num hotel luxuoso, com 78 quartos (entre os quais várias suites), restaurante, piscina, entre muitos outros equipamentos, e ainda 20 apartamentos T1 para residências prolongadas que contarão com serviços de apoio do hotel. O projeto compreende ainda a recuperação do Café Monumental, um estabelecimento histórico que foi uma referência nos anos 20. Mário Ferreira afirma que o projeto já conta com a aprovação do Turismo de Portugal, o que viabiliza a sua candidatura aos fundos do programa Portugal 2020.

Estima-se que as obras de construção terão uma duração de 18 meses, sendo grande a especulação em torno da possibilidade de regresso à vida ativa que poderá representar para a uma parte dos 272 trabalhadores que estão em casa por falta de obras na carteira da construtora, mantendo-se inativos há quase dois anos. Situação idêntica é vivida pela Somague, que no início da semana anunciou o despedimento coletivo de 273 dos seus colaboradores, que, tal como os trabalhadores da Soares da Costa, continuam a receber vencimento, mas estão sem trabalhar há quase um ano por falta de novas obras. Não foi, porém, ainda possível aferir junto da administração da construtora que impacto poderá esta obra ter nesse âmbito.

O facto de se tratar de uma obra de reabilitação e recuperação levanta, porém, algumas reservas a alguns agentes próximos da empresa: “Uma fonte próxima da construtora, que pediu para não ser identificada, admitiu ao Público que a nova empreitada poderá limitar o universo de trabalhadores a despedir, mas apenas isso, até porque, ao nível da formação, nem todos os trabalhadores envolvidos apresentam perfil adequado para a nova obra.”

Já Albano Ribeiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, mantém perspetivas mais otimistas. O representante do setor adianta ter a informação de que o processo de despedimento coletivo está atualmente suspenso e que os trabalhadores da Soares da Costa em Portugal, que nos meses de verão lidaram com atrasos no pagamento de salários, já têm toda a situação regularizada.

A par do despedimento coletivo, faz também parte do plano de reestruturação da construtora a mudança das sedes de Lisboa e Porto para edifícios com rendas mais baixas.

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