Soares da Costa e Sindicato da Construção em desentendimento “monumental”

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O conselho de administração da Soares da Costa anunciou a decisão de apresentar uma queixa-crime contra o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, após as acusações de salários em atraso e desvio de capitais no projeto de reabilitação do Hotel Monumental (Porto), acusações, essas, que a construtora considera caluniosas e difamatórias.

 O visado desta queixa-crime é o presidente do sindicato, Albano Ribeiro, acusado dereiterada e obsessivamente [insistir]em mentir e tentar denegrir a Soares da Costa, sem que se vislumbrem propósitos claros”.

“Nesta data, a Soares da Costa Construções, SGPS, SA e os administradores executivos a título individual decidiram apresentar queixa-crime por difamação e calúnia, visando a correspondente reparação moral e material”, pode ler-se no comunicado.

A construtora sublinha ser “mentira que existam em qualquer uma das empresas que fazem parte da Soares da Costa, SGPS, SA, quaisquer desvios de verbas, de qualquer montante e para qualquer pretexto” e ser mentira “que exista qualquer propósito, formalizado ou não, de qualquer dos donos de obra da Soares da Costa, de rescindir contratos de empreitada em que a empresa esteja envolvida”.

O mesmo comunicado acrescenta ser “mentira que existam disponibilidades financeiras da empresa que não estejam a ser utilizadas para o cumprimento das suas obrigações, nomeadamente pagamento de salários”.

“As dificuldades que a empresa atravessa, transversais ao setor e às empresas que têm o volume de negócios nas geografias em que operamos, têm sido explicadas diretamente aos trabalhadores e ao órgão representativo dos mesmos (a Comissão de Trabalhadores eleita regularmente), que têm tido uma atitude exemplar de compreensão e empenho para a ultrapassagem dessas dificuldades”, referiu ainda a empresa.

Albano Ribeiro mantém, no entanto, a acusação relativamente ao facto de a Soares da Costa ter ““oito milhões de euros em dois bancos”, o que, segundo o presidente do sindicato, “dava para pagar os salários todos em Angola e em Portugal”.

Fonte: Observador (adaptado)

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