Soares da Costa: Despedimento coletivo é irreversível e avança já em Abril

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Um processo de despedimento coletivo deverá avançar de forma irreversível ainda este mês, anunciou o presidente executivo da Soares da Costa, Joaquim Fitas, em declarações à agência Lusa.

“O processo é para avançar e vamos dar[-lhe] um andamento muito rápido. Acreditamos que durante o mês de abril dar-se-á início ao passo seguinte, que é a informação aos trabalhadores e aos órgãos representativos dos trabalhadores e o início do processo de negociação”, afirmou Joaquim Fitas

Confrontado com críticas feitas esta terça-feira, em conferência de imprensa, pelo presidente do Sindicato da Construção de Portugal quanto ao arrastar do processo de despedimento coletivo, o administrador refutou que tal aconteça desde há ano e meio, como referido pelo dirigente sindical Albano Ribeiro.

“Só em dezembro [de 2015]é que [o despedimento]foi anunciado de forma irreversível e com o universo de 500 trabalhadores. Estamos de facto atrasados, porque dissemos que o passo seguinte – seleção dos trabalhadores, fundamentação e cálculo das condições a propor – seria dado até ao final de março e não foi, mas não há nenhum atraso de um ano, apenas de um mês”, esclareceu Joaquim Fitas.

Embora admitindo que se trata de “uma situação angustiante para os trabalhadores”, Fitas explicou que a Soares da Costa quer “ter a certeza de que não está a fazer nada de ilegal ou processualmente errado, que cause prejuízo às pessoas ou à empresa”.

Segundo adiantou o presidente executivo da Soares da Costa, as indemnizações a pagar aos trabalhadores rondarão os “18 a 19 milhões de euros” – com um período de retorno de menos de dois anos, dada a consequente redução dos encargos com pessoal – estando estes fundos “disponíveis desde há muito tempo em Angola”, onde a construtora concentra 70% da faturação, e “prontos a serem transferidos para Portugal quando necessário”.

Situação reversível diz o Sindicato

Em declarações ao Porto Canal, Albano Ribeiro, Presidente do Sindicato da Construção de Portugal, acredita que este despedimento coletivo é reversível, dado que o setor da construção mostra alguns sinais de revitalização e a empresa Soares da Costa está com vários projetos em carteira.

Fonte: Jornal de Notícias e Porto Canal

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