Soares da Costa: Continua a agonia e trabalhadores preparam protestos

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A Comissão de Trabalhadores da construtora Soares da Costa pondera avançar com novas ações de protesto face ao incumprimento do acordo estabelecido com os trabalhadores. É uma situação “insustentável”, referem através de comunicado.

Os trabalhadores vivem neste momento numa situação de indefinição, em que muitos rescindiram o contrato, outros pediram licenças sem vencimento. Há mesmo casos de alguns trabalhadores que não aguentaram a pressão violenta da situação de incerteza prolongada, tendo entrado em “depressão e consequente baixa médica”.

A Comissão de Trabalhadores da construtora Soares da Costa pondera avançar com novas ações de protesto face ao incumprimento do acordo estabelecido com os trabalhadores.

Confiança quebrada

“O voto de confiança pedido diretamente pelo administrador aos trabalhadores, nas diversas vezes em que se deslocou aos locais de trabalho, não teve a reciprocidade que é devida por parte da administração”, lê-se num comunicado distribuído aos trabalhadores.

É que, sustenta, numa reunião realizada na quarta-feira em Lisboa com o presidente executivo da Soares da Costa, Joaquim Fitas, “foram transmitidas à CT [Comissão de Trabalhadores] as perspetivas de novas obras”, tendo ainda sido “afirmado que até dia 17 [a passada sexta-feira]haveria mais notícias sobre o pagamento dos salários e subsídio de alimentação em falta a praticamente todos os trabalhadores”. Mas tal “não aconteceu”.

Perspetivas de novas obras

“Em 15 de junho, na reunião realizada na delegação de Lisboa com o CEO [presidente executivo]da empresa, foram transmitidas à CT as perspetivas de novas obras, nomeadamente em Angola, e a ampliação da carteira das obras já existentes, para além do adiantamento dos 15% da nova obra em Angola – Sistema IV BITA – no valor de quase 12 milhões de euros, que regularizava quase todos os valores salariais em atraso”, afirma.

Ainda referido, acrescenta, foi “a entrada numa nova obra da Brisa em Portugal, no valor de cerca de 12 milhões de euros, e a ponte sobre o Guadiana, no valor de cerca de nove milhões de euros”, mas até agora nada mais foi esclarecido.

Já a Administração da Soares da Costa diz

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Soares da Costa disse ter comunicado aos trabalhadores, “na data acordada”, que “não pode ainda dar garantias sobre a data de pagamento dos salários”.

Fonte: Económico (adaptado)

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