Sindicato da Construção Civil alerta para o potencial intensificar da crise e dos despedimentos no setor

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O Sindicato da Construção Civil deixa o alerta: o despedimento colectivo de 273 trabalhadores, anunciado no início da semana pela Somague, é apenas a ponta do icebergue. Albano Ribeiro, presidente da entidade sindicalista em questão, diz que o setor lidará, dentro de pouco tempo, com muitas mais centenas de despedimentos e que é necessário começar a planear alternativas. Os trabalhadores da Somague reúnem hoje com responsáveis da empresa.

O Sindicato da Construção Civil afirma que o recente despedimento colectivo na Somague é apenas “um de centenas” que vão ocorrer “a curto prazo” no sector e defende que uma “forte aposta na indústria transformadora” permitiria criar 121 mil empregos.

“Só poderá haver desenvolvimento e crescimento económico sustentado se houver uma forte aposta na indústria transformadora, quer pelo investimento público, quer pelo investimento privado”, disse o presidente do sindicato, Albano Ribeiro, em conferência de imprensa no Porto.

Para o sindicalista, os mais de cem mil postos de trabalho seriam criados “em infra-estruturas de grande importância para a qualidade de vida e bem-estar dos portugueses”, com destaque para a reabilitação urbana, seguida da requalificação do parque escolar, a que se poderia adicionar a requalificação e modernização da via férrea, entre outros objectivos.

A alternativa, sublinha, é o desemprego ou a emigração de “milhares de trabalhadores” do sector da construção, que perdeu, nos últimos quatro anos, 197 mil postos de trabalho e viveu “a maior crise de sempre da [sua]história”.

Albano Ribeiro anunciou, por isso, que vai pedir uma audiência ao primeiro-ministro e a todos os grupos parlamentares, de modo a que seja evitada uma nova crise de grandes dimensões.

Na segunda-feira, a construtora Somague anunciou que vai despedir 273 trabalhadores no âmbito de uma reestruturação do grupo, motivada pela retracção do mercado da construção nos países onde opera, nomeadamente Angola, Moçambique e Brasil.

Fonte: Rádio Renascença | Freeimages.com/Burcin Tuncer

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