Setor da Construção obteve apenas 1% dos sistemas de incentivo

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O setor da construção reclama, junto do governo, uma “nova atitude” na gestão dos fundos comunitários e na atribuição de incentivos às empresas do setor, no âmbito do Sistema de Incentivos às Empresas.

Das verbas disponibilizadas por este sistema, apenas 1% foi destinado ao setor. A carência de investimento sente-se, sobretudo, na evolução tecnológica ambicionada pelos empresários, como dá conta Ricardo Pedrosa Gomes “Os organismos responsáveis pela aprovação dos projetos estão pouco recetivos para as questões da aplicação da economia digital ao sector da construção, com a adoção de ferramentas de representação virtual da realidade para o desenvolvimento dos projetos e para a própria execução dos processos construtivos” revela o presidente da Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (AECOPS).

Segundo revela a associação em comunicado, apenas 241 das 641 candidaturas submetidas por empresas de construção ao sistema de incentivos às empresas foram aceites. Trata-se de uma taxa de aceitação de 37%, correspondente a 19,3 milhões de incentivos para investimentos totais de 36,3 milhões de euros. Contratados estão 198 projetos da construção com um incentivo de 11,3 milhões de euros.

Tecnologia arma competitiva no “modo de sobrevivência”

O responsável da AECOPS dá conta do atraso na adoção de ferramentas tecnológicas por parte das empresas portuguesas, lembrando que estas serão essenciais para o futuro. Um futuro que é cada vez menos pensado, devido à profunda crise em que vive o tecido empresarial, a falta de trabalho em Portugal e a instabilidade dos tradicionais mercados de investimento.

Daí que o apoio às empresas neste processo de evolução tecnológica seja determinante, mas não acontece “Parece que gera uma certa desconfiança que as empresas de construção apresentem projetos que têm a ver com computadores, tecnologias e informática quando essa área da representação virtual da realidade é a que representa maior potencial inovador na construção”, confessa Ricardo Pedrosa Gomes.

O mesmo responsável afirma que existem mercados que contratam obras públicas já a pensar na utilização de ferramentas tridimensionais de representação da realidade como fator determinante.

Fonte: Dinheiro Vivo (adaptado)

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