Sector da construção em declínio desde 2008

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O sector da construção sempre foi de capital importância para o país, sendo responsável pela criação de emprego, captação de investimento, e alavancagem da economia nacional.

Mas vamos a factos :

  1. Em 2008 o sector da construção civil, era responsável por cerca de 11% do total do emprego em Portugal. No final de 2014, perderam-se quase metade dos postos de trabalho neste sector de atividade, passando a representar apenas 6,15% do emprego nacional.
  1. Foi durante este período de 6 anos (entre 2008 -2014) que se assistiu a um abrandamento do investimento em obras públicas, verificando-se uma redução de cerca de 50%. Segundo o Eurostat, em 2008 o peso das obras públicas no Orçamento de Estado era de 6,65 mil milhões de euros, nada comparável aos 3,5 mil milhões registados em 2014. O novo Governo não pretende alterar estes números, uma vez que encara a reabilitação urbana como a principal forma de revitalizar o sector.
  1. O peso das empreitadas no PIB nacional, caiu também de uma forma considerável. Em 2009 as obras públicas representavam cerca de 2,8% do PIB, ao passo que em 2014 tinham um peso de apenas 0,8%.
  1. A fuga internacional, explorando mercados em crescimento e com capacidade de investimento foi a escolha mais óbvia e natural. Segundo números da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas, o mercado internacional conseguiu atrair cerca de 5,6 mil milhões de euros para o país. A aposta no mercado africano, particularmente nos países lusófonos, foi bastante forte. No entanto a situação económica de alguns destes países, nomeadamente Angola, tem vindo a retirar uma importante fatia do bolo de receitas das construtoras.

Resta saber o que acontecerá em 2016

Fonte: Dinheiro Vivo

Controle, em pormenor, a atividade das suas máquinas e pesados nas diferentes obras.

 

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