Relatório de investigação responsabiliza consórcio português

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O caso da queda de um muro numa piscina em Maputo, que vitimou o selecionador moçambicano de natação, foi investigado por uma comissão de inquérito que responsabilizou o consórcio português da Mota-Engil e Soares da Costa.

“O consórcio Mota Engil e Soares da Costa foi negligente ao não ter tido em conta que a alteração da solução inicial da parede frontal do complexo das piscinas carecia de uma reavaliação da segurança estrutural”, segundo as conclusões preliminares do relatório sobre o acidente ocorrido a 20 de fevereiro, citadas hoje pela imprensa moçambicana.

Também a fiscalização, a cargo da Técnica-Engenheiros Consultores, foi responsabilizada pela comissão de inquérito, uma vez que “não exigiu a documentação justificativa das alterações feitas pelo empreiteiro e foi omissa na aprovação das alterações”.

Contactado hoje pela Lusa, o consórcio Mota Engil e Soares da Costa declinou comentar estas conclusões, alegando que ainda não teve acesso ao relatório da comissão de inquérito, mantendo a sua disponibilidade para colaborar com as autoridades moçambicanas.

Citado hoje pela imprensa local, o ministro das Obras Públicas e Habitação, Carlos Bonete, admitiu a possibilidade de criar uma comissão de inquérito independente para “aprofundar ainda mais as causas da queda do muro”, não colocando de parte uma responsabilização criminal dos intervenientes.

Fonte: Correio da Manhã e A Bola

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