Projeto de nova rede de hipódromos promete avivar a construção portuguesa

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O Estado português planeia um novo mega-projeto imobiliário que certamente interessará ao setor da construção nacional: a edificação de uma rede de estádios para corridas e apostas de cavalos. As características que os novos hipódromos deverão ter (como 3.000 lugares sentados e 1.000 lugares de estacionamento) foram fixadas numa portaria publicada a 18 de agosto em Diário da República.

Um novo e grande projeto promete animar o setor da construção nacional nos próximos anos. Em causa está a criação em Portugal de uma rede de estádios para corridas e apostas de cavalos, cujas regras imobiliárias, logísticas e sanitárias foram já aprovadas pelo Governo. Cada equipamento a construir, entre 2016 e 2018, terá capacidade para, pelo menos, três mil pessoas e mil lugares de estacionamento, no mínimo.

A portaria publicada na semana passada em Diário da República sobre “os requisitos específicos de construção e de exploração de hipódromos autorizados a realizar corridas de cavalos sobre as quais se praticam apostas hípicas” determina como vão ser os equipamentos a construir nos próximos dois a três anos se existirem “incentivos” financeiros e administrativos adequados da parte do Estado.

De momento falta saber o valor do investimento que poderá este projeto poderá implicar.

Como vão ser construídos os hipódromos? 

Os hipódromos, resume o Dinheiro Vivo, devem ter três entradas separadas de acesso, “uma destinada ao público em geral, outra destinada aos profissionais e à corrida de cavalos e a última destinada aos cavalos e respetivos meios de transporte”.

“Possuir um ou mais parques de estacionamento com capacidade para, pelo menos, 1000 veículos ligeiros e 10 autocarros”; “dispor de duas pistas que permitam a realização de corridas de cavalos a galope e a trote atrelado”; “uma zona para alojamento dos cavalos, de acesso restrito, com o mínimo de 100 boxes”.

E “dispor de uma tribuna com capacidade para, pelo menos, 2000 lugares sentados” e de “uma área destinada ao acompanhamento da corrida em pé, com capacidade para 1000 pessoas”.

As pistas dos hipódromos terão de ter um perímetro interior de, pelo menos, 1350 metros, diz a portaria da autoria do Ministério da Agricultura e com data de 18 de agosto passado.

Seis mil empregos

A Liga Portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida (LPCPCC) é de momento a única entidade habilitada, por lei, a organizar corridas hípicas em Portugal.

À Lusa, o seu presidente, Ricardo Carvalho, admitiu recentemente que as corridas com apostas podem ser uma realidade “dentro de dois, três anos”, caso se concretizem os incentivos necessários.

O responsável disse “existirem atualmente em Portugal entre 200 a 250 cavalos de corrida, estimando que, quando os hipódromos estiverem em pleno funcionamento, a realidade será de cerca de 10 mil cavalos para se conseguir realizar competições cerca de três vezes por semana.”

O grémio, que ficará com até 35% do resultado líquido de exploração das apostas, confia que “o mercado das corridas de cavalos objeto de apostas hípicas pode vir a gerar uma receita de cerca de 300 milhões de euros por ano, podendo levar à criação de cerca de seis mil postos de trabalho”.

A organização e exploração das apostas de cavalos em todo o território nacional serão da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que ficará com 2% da receita bruta em apostas já deduzida dos prémios.

Fonte: O Idealista | Fonte (imagem): Freeimages.com / Dorthe Bjerg

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