Ponte 25 de Abril: Salazar, pouco entusiasmado, acabou por lhe dar nome

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Este ano celebra-se o 50º aniversário de uma das mais importantes obras públicas do país, a ponte 25 de Abril. Esta ponte sobre o tejo, que foi de Salazar antes de(o) 25 de Abril, merece ser celebrada e lembrada pelos episódios que envolveram a sua construção.

A ponte foi inaugurada no dia 06 de Agosto de 1966, mas os primeiros projetos para a sua construção começaram a ser apresentados ainda no século XIX. O primeiro é da autoria do engenheiro Miguel Pais, em 1876. E nos anos seguintes muitos mais se seguiram.

O engenheiro espanhol Alfonso Peña Boeuf, lançou um desabafo sobre a obra “Já me ia fartando de Portugal e da ponte, […] ia-me cansando de ter passado vários anos seguidos naquela agitada República, chateando-me de morte em Lisboa, que é a povoação mais chata do mundo; a lutar contra grandes comissões parlamentares, gastando exageradamente dinheiro próprio […], decidi voluntariamente deixar o projeto que tanto trabalho me deu” revelou o engenheiro que apresentou uma proposta que chegou a ser discutida no parlamento, mas que morreu, como tantas outras, na praia.

A ponte dos malogrados, mas estáveis, anos do Estado Novo

Apesar de chegar a ter o seu nome, Oliveira Salazar sempre se mostrou bastante cético com esta obra. O governante pautava a sua governação por um quase obsessivo rigor orçamental, que estaria a ser desvirtuado por esta gigantesca obra.

O custo elevado da obra, dois milhões de contos (10 milhões de euros para os mais novos), afastava Salazar da ponte e a ponte de Lisboa. O chefe de Governo nunca se envolveu com a obra, deixando-a para os engenheiros, arquitetos, operários e eletricistas, afastando-se da responsabilidade da sua construção. Ou seja, foi muito mais técnica que politica.

Este ano celebra-se o 50º aniversário de uma das mais importantes obras públicas do país, a ponte 25 de Abril. Conheça as suas histórias

Segundo revelou Luís F. Rodrigues, arquiteto e autor do livro “A Ponte Inevitável”,  à agência Lusa, os grandes impulsionadores da obra foram o ministro das obras públicas, engenheiro Arantes e Oliveira e, a nível técnico, o engenheiro Canto Moniz que acompanhou o trabalho do Gabinete da Ponte Sobre o Tejo.

Foi também a pressão dos seus elementos mais próximos que levou Salazar a aceitar a decisão de inscrever o seu nome na ponte. Algo que mudaria com a Revolução dos Cravos, com uma campanha de eliminação das marcas do anterior regime político.

Fonte: Diário de Notícias e Sapo 24 (adaptado) | Fonte (imagem): Pedais.pt

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