Operários da Soares da Costa no Porto entram em greve por salários em falta

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Os trabalhadores da Soares da Costa continuam à espera do pagamento de salários em atraso e vão, a partir de hoje, passar a aguardar em casa. A convocação de uma greve foi a decisão tomada por 50 dos operários cujos vencimentos não foram ainda regularizados, que trabalhavam até ao dia de hoje numa obra na ribeira do Porto. Esta é a resposta dada pela força de trabalho perante o incumprimento da construtora, cuja administração havia garantido resolver a situação ainda esta semana.

Cerca de 50 operários da construtora Soares da Costa a trabalhar na ampliação de uma unidade hoteleira na Ribeira do Porto iniciaram hoje uma greve, que pretendem manter até que lhes sejam pagos os salários em atraso.

“Até porem o dinheiro no banco, os trabalhadores vão manter-se aqui”, disse o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro, em declarações à Lusa.

No passado dia 23 de junho, o Sindicato da Construção disse ter obtido da Soares da Costa a garantia de que, “entre sexta (dia 26) e segunda-feira (29)“, seriam pagos os salários em atraso aos trabalhadores da empresa em Angola e em Portugal.

Contudo, segundo o sindicato, a promessa não foi cumprida, razão pela qual decidiram avançar com o protesto que hoje teve início.

“Os trabalhadores estão aqui paralisados, dado que o senhor administrador executivo Joaquim Fitas prometeu ao sindicato, há cerca de 15 dias, que os dois meses de salários em atraso seriam pagos, o que não aconteceu”, disse Albano Ribeiro.

O presidente do Sindicato da Construção de Portugal disse ainda à Lusa ter recebido quarta-feira uma mensagem do administrador executivo a garantir que hoje o dinheiro estaria disponível.

“Os trabalhadores já não acreditam nessas promessas, eu tive uma reunião com ele há 15 dias e ele disse que ia pagar os salários e não pagou, por isso, até terem o dinheiro no banco, [os trabalhadores]vão manter-se aqui”, frisou.

Alguns trabalhadores relataram à Lusa que têm de trabalhar ao sábado para arranjarem dinheiro para comprar o passe dos transportes e outros que têm de recorrer aos filhos para comer.

Albano Ribeiro disse que há perspetivas de a empresa ganhar algumas obras e que irá realizar-se um novo encontro entre o sindicato e a administração da Soares da Costa “para ver se, realmente, a empresa ganhou os concursos das novas obras” previstas.

Na ocasião, referiu Albano Ribeiro, será ainda analisado o processo de despedimento coletivo de 272 funcionários que a empresa anunciou há algumas semanas, devido à falta de trabalho.

“O despedimento coletivo está a ser analisado, mas, dadas as novas obras, pode haver alguma alteração”, admitiu o sindicalista.

Fonte: LUSA

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