O setor da construção aos olhos de António Mota

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Em entrevista concedida ao Dinheiro Vivo, António Mota, Presidente do Grupo Mota-Engil, foi convidado a comentar a situação do setor da construção em Portugal, numa altura em que se fala do risco de encerramento de 8.500 empresas e 35 mil empregos ligados ao setor.

O empresário fala de quase tudo o que diz respeito ao setor, desde a crise do “El Dorado Angolano”, aos fundos comunitários, o papel do governo e mesmo a saúde da Mota-Engil.

Sobre o papel do governo na recuperação do setor, António Mota é claro “Basta que olhem. Não há construção em Portugal, estamos a níveis equivalentes a 2003” afirma.

António Mota acredita que há muito a fazer, muitas oportunidades por explorar, apontando críticas à falta de visão estratégica dos vários governos “Não faltam para aí obras para fazer. Na ferrovia, por exemplo. Foi um disparate suspenderem-se os projetos de investimento. Se não se queria a alta velocidade, não tinham de se cancelar todos os investimentos em ferrovia. Há muito a fazer sem ser em alta velocidade. E a recuperação urbana é urgente, se queremos ter cidades mais turísticas. Sem falar nos planos de investimento em projetos agrícolas de irrigação, na área do Vouga e na Lezíria do Tejo, como foi feito para o Mondego nos anos 1980. São investimentos que geram emprego no imediato, mas também na fase subsequente. E há muito jovem sem qualificação à procura de emprego. “ revela.

Quanto ao financiamento dessas oportunidades “Há que aproveitar os fundos comunitários. O setor precisa de ser repensado, somos uma indústria que não pede meças a ninguém em parte nenhuma do mundo. Mas não há trabalho. Queremos fazer a rotação de trabalhadores que temos alocados lá fora e não temos onde os colocar cá. “confessa.

As exportações são essenciais para a saúde e viabilidade do grupo Mota-Engil “Os mercados externos já pesam 75% da faturação. Mas a fatia da construção, em Portugal, não vai além dos 10%”

Mesmo assim, António Mota não se mostra alarmado com a recente crise Angolana, um dos principais mercados de investimento no setor “Angola ajuda a complicar a situação para todos. Mas não é por falta de projetos, é por falta de dinheiro. Mas há de recuperar. Lentamente, à medida que o preço do petróleo suba. “

Fonte: Dinheiro Vivo | Fonte (imagem): Económico

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