Mundial 2022: Construtoras acusadas de explorar trabalhadores

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As empresas de construção estrangeiras, a trabalharem nas obras de construção das infraestruturas do Mundial de futebol do Qatar, estão a ser acusadas pela Confederação Internacional de Sindicatos (ITUC), pela prática de ações pouco éticas.

A (ITUC) chega mesmo a referir que os trabalhadores envolvidos neste projeto estão a ser utilizados como “escravos dos tempos modernos”, que são explorados para maximização dos lucros. Sharan Burrow, secretária-geral desta associação, apresenta o cenário vivido por estes trabalhadores “são favorecidos por níveis de salários assustadoramente baixos, muitas vezes baseados num sistema de discriminação racial”, acusando ainda as construtoras de exporem os migrantes a “elevados riscos de acidentes de trabalho”.

O relatório refere que “cerca de 7.000 trabalhadores poderão morrer no Qatar, antes do início do Mundial de 2022”, sem especificar, no entanto, as potenciais causas das mortes.

Corrida ao lucro e o sistema do kalafa

Os projetos de construção referentes ao Mundial2022, com custos estimados em 200 mil milhões de dólares (184,7 mil milhões de euros), têm atraído construtoras estrangeiras que, segundo o relatório, pagam salários a rondar os 1,5 dólares (1,38 euros) por hora, apoiando-se no sistema kafala.

O ‘kafala’, que as autoridades do Qatar já manifestaram intenção de alterar, permite aos empregadores confiscarem os passaportes dos trabalhadores, impedindo que os migrantes mudem de emprego ou saiam do país. No relatório, a (ITUC) pede às autoridades que alterem o sistema e apela a um papel mais interventivo da FIFA na “defesa dos direitos dos trabalhadores”.

Fonte: Correio da Manhã (adaptado)

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