Mota-Engil surpreendida por alegações de discriminação de trabalhadores em Moçambique

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A Mota-Engil diz não ter sido ainda contactada pelas autoridades moçambicanas a propósito das alegações de práticas de discriminação sobre os seus colaboradores em Moçambique; em comunicado a construtora esclarece que já está a averiguar a situação. Em causa está um comunicado enviado ontem pelo Ministério do Trabalho de Moçambique à agência Lusa, no qual a entidade governadora afirma ter instado a construtora portuguesa a corrigir situações de discriminação detetadas com trabalhadores moçambicanos.

A construtora portuguesa Mota-Engil referiu hoje, em comunicado, estranhar alegações de tratamento discriminatório aos seus trabalhadores moçambicanos feitas pelas autoridades de Moçambique, sublinhando que ainda não foi notificada oficialmente para resolver qualquer situação.

“A Mota-Engil não recebeu até ao momento qualquer notificação oficial por parte do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral de Moçambique (CEMAL)”, refere em comunicado enviado à agência Lusa a construtora portuguesa.

“Repudiamos as referidas práticas, estranhando as alegações referidas no texto publicado”, sublinha a empresa no curto comunicado, acrescentando estar já a fazer averiguações internas para esclarecer o assunto.

O Ministério do Trabalho de Moçambique enviou hoje à agência Lusa um comunicado em que refere que instou, através do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral de Moçambique (CEMAL), a construtora portuguesa a corrigir situações de tratamento discriminatório aos seus trabalhadores moçambicanos no distrito de Mocuba.

Num comunicado, o Ministério do Trabalho moçambicano diz que a CEMAL teve de intervir a pedido dos trabalhadores para dissipar a alegada tensão com a direção da Mota-Engil, no distrito de Mocuba, província da Zambézia, no centro do país.

A CEMAL, de acordo com a nota de imprensa, diz ter concluído que os trabalhadores estrangeiros têm condições de trabalho e de habitação melhores do que os seus colegas moçambicanos e que estes são transportados em camiões basculantes e sem lonas, para se protegerem de poeiras e chuva.

Aquele organismo refere que também detetou disparidades salariais e despedimentos ilegais.

Fonte: LUSA | Fonte (imagem): Mota-Engil

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