Mota-Engil celebra nova obra de peso no Malawi

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O grupo Mota-Engil prepara-se para celebrar um novo acordo de peso em África. A construtora vai laborar na construção de um porto seco no sul do Malawi, uma obra no valor de 178,5 milhões de euros.

A Mota-Engil ganhou recentemente um novo contrato de grandes dimensões no continente africano, no Malawi, no valor de cerca de 178,5 milhões de euros (200 milhões de dólares ao câmbio actual), para a construção de um ‘porto seco’ – um porto de interior porque o Malawi não tem acesso ao mar – no lago Liwonde, no Sul do país. Este contrato poderá permitir à empresa recuperar a actividade em África.

O objectivo é facilitar as importações e exportações do Malawi, através do acesso ao canal ferroviário de Nacala, recentemente reconstruído pela Mota-Engil para a Vale do Rio Doce, e utilizar aquele porto do Índico, em Moçambique.

O contrato ainda não está assinado, mas as autoridades do Malawi já anunciaram que a construtora portuguesa será a responsável pelo projecto. Ainda não é do conhecimento público se este contrato se limita à vertente de construção ou se inclui também uma componente de concessão. Contactada, fonte oficial da Mota-Engil escusou-se a comentar e a fornecer detalhes sobre este contrato, incluindo se se trata de uma Parceria Público-Privada, quais os prazos de execução do projecto e que volume de mercadorias é expectável movimentar, por exemplo.

A vitória da Mota-Engil foi publicamente anunciada na passada semana por Francis Kasaila, ministro dos Transportes e Obras Públicas do Malawi. Kasaila, citado pela imprensa local, disse que o porto seco adjudicado à Mota-Engil irá ter um impacto significativo no sector dos transportes do país, criando emprego e representando oportunidades de negócio após a sua conclusão.

“O porto seco, obra agora adjudicada ao grupo português, permitirá reduzir em cerca de 60% os custos com transporte de mercadorias descarregadas no porto de Nacala, província do norte de Moçambique”, disse, citado por órgãos de comunicação social locais.

O Malawi, tal como Angola e Moçambique, tem sido dos mercados mais expressivos da presença da construtora portuguesa no continente africano. O grupo está a operar de forma permanente no país desde 1990, tendo começado pelos projectos de construção e de reabilitação da rede nacional de estradas. Mais recentemente, em 2013, iniciou uma nova área de negócio no Malawi, dedicando-se à gestão portuária através da subsidiária Malawi Shipping Company, garantindo a concessão de quatro portos no lago Malawi, por um prazo de 35 anos. Outra área recente de negócio da Mota-Engil no Malawi está associada à mineração, por intermédio da sucursal Mota-Engil Mineral & Mining.

Em 2014, Moçambique e o Malawi valiam 50,42% da facturação total do grupo em África, que ascendeu a 1.062 milhões de euros. Mas a conclusão do projecto do corredor ferroviário do Malawi, sem substituição por um outro projecto da mesma dimensão, veio penalizara a actividade da Mota-Engil no continente africano e o desempenho da Mota-Engil África, que começou a cotar a 17 de Novembro do ano passado na bolsa de Amesterdão, tendo já perdido mais de metade do seu valor. O grupo está a analisar se retira a empresa do mercado holandês ou se encontra um parceiro investidor para lhe aumentar a solidez financeira e o ‘free float’ junto dos potenciais investidores.

Ao garantir contratos como o do Malawi, a Mota-Engil consegue uma via de recuperação da actividade no continente africano e uma segunda vida para a Mota-Engil África.

Por: Nuno Miguel Silva | Fonte: Diário Económico | Fonte (imagens): Mota-Engil

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