Metal Portugal: A indústria da criação e manipulação de metal ganhou marca própria

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A produção de metal e a sua manipulação integram uma indústria que está no coração da atividade de 15 mil empresas portuguesas. O número é expressivo e traduz uma realidade muitas vezes difícil de compreender para o cidadão comum, já que, para além da dimensão, a variedade é outro dos aspetos-chave da metalurgia e da metalomecânica. Perante este cenário, tornou-se claro que muitas poderiam ser as vantagens de criar uma marca transversal de qualidade. Foi isso mesmo que a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) fez.

“Metal Portugal: damos forma ao futuro”. É esta a assinatura – e a imagem – criada pela associação da metalurgia e metalomecânica, que poderá ser usada pelas empresas e será testada nas 30 ações externas deste ano.

A heterogeneidade da indústria metalúrgica e metalomecânica, que reúne 15 mil empresas em Portugal, é uma força do setor nas áreas da contratação coletiva, da formação dada aos trabalhadores, no investimento tecnológico e em inovação ou na compra conjunta de energia e seguros. No entanto, essa dimensão e variedade geram também “dificuldades de compreensão e de comunicação com o exterior”, que a associação do setor (AIMMAP) pretende reduzir com uma imagem única de promoção (na foto), apresentada esta quarta-feira, 15 de abril, no Porto, na presença do ministro da Economia, António Pires de Lima.

“Quando estamos a falar de agulhas e de gruas, de cutelaria e de máquinas, são setores que têm muito em comum, mas aos olhos do grande público isso não é percecionado. E queremos criar uma marca que nos ajude a comunicar melhor com todos os que se relacionem connosco, no país e no estrangeiro”, explicou ao Negócios o vice-presidente da AIMMAP, Rafael Campos Pereira. A marca vai ser usada em todas as iniciativas da associação, sendo depois, “de forma gradual”, alargada às próprias empresas, mediante algumas regras de utilização.

Esta indústria transformadora, que emprega perto de 200 mil pessoas e exporta metade do que produz, vendeu 14 mil milhões de euros no estrangeiro no ano passado. No calendário de 2015 estão previstas perto de três dezenas de ações internacionais com o apoio da AIMMAP, sendo que nove delas – cinco feiras e quatro missões – são diretamente organizadas pela associação empresarial do setor.

Agulhas e gruas, cutelaria e máquinas têm muito em comum, mas aos olhos do grande público isso não é percecionado.

 Rafael Campos Pereira, AIMMAP

Segundo Rafael Campos Pereira, a aposta passa por “manter e continuar a desenvolver os mercados mais importantes” em termos de vendas ao exterior: Espanha, França e Alemanha. Quer também continuar a crescer no Reino Unido, que é o quarto maior mercado e “consolidar a posição no Médio Oriente e crescer mais na América Latina”, sobretudo nos países mais favoráveis ao investimento, como México, Colômbia, Peru e Chile.


Sociedade instala quatro no Brasil

É “bastante positivo” o saldo da sociedade constituída no Brasil, que envolveu 17 associadas que participaram com capital. “Duas conseguiram instalar-se lá, outras duas estão em vias de se instalar, outras conseguiram bons agentes e conseguiram negócios com intermediação da AIMMAP Brasil”, adiantou o vice-presidente. Este projeto teve a duração de dois anos e a presença física do outro lado do Atlântico terminou em agosto do ano passado. Já no início de 2014, foi criada a AIMMAP Business Colômbia, esta uma sociedade 50/50 com uma empresa colombiana de consultoria. Campos Pereira resumiu que já foi organizada uma missão naquele país, outra está a ser preparada e estão a ser acompanhados neste momento três projetos, incluindo uma empresa portuguesa que vai fabricar naquele mercado parte da sua produção dirigida ao mercado sul-americano.

Por: António Larguesa | Fonte: Jornal de Negócios

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