Kilamba (Angola) prepara-se para a construção de 10.000 casas pela chinesa CITIC

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O CITIC, grupo económico chinês com obra em diversos setores de atividade, será responsável pela edificação de mais 10.000 fogos habitacionais incluídos na segunda fase do desenvolvimento de Kilamba, uma cidade construída de raiz 30 quilómetros a sul de Luanda.

Considerado um dos maiores projetos do género em África, a cidade de Kilamba, inaugurada em julho de 2011, já conta com 20.000 apartamentos construídos (de um total inicial previsto de 90.000), estando por isso, como anunciou em agosto de 2014 o Presidente angolano José Eduardo dos Santos, concluída a primeira de três fases do projeto.

Segundo despacho presidencial de 5 de novembro, a que a Lusa teve hoje acesso, a primeira etapa da fase 2 – que o chefe de Estado anunciou há um ano – prevê a construção de mais de 10.000 fogos habitacionais pela CITIC Construção Angola, por 607 milhões de dólares (564 milhões de euros).

Estas obras, define ainda o despacho, serão incluídas no Programa de Investimentos Públicos (PIP) do Estado, devendo o Ministério das Finanças contratar os “recursos financeiros” necessários para o projeto junto de uma instituição financeira da República Popular da China.

Ao valor da construção acrescem mais 11,2 milhões de dólares (10,4 milhões de euros) para serviços de coordenação e gestão do projeto, que ficarão a cargo da empresa Serveng, e 17,2 milhões de dólares (16 milhões de euros) para os serviços de fiscalização do projeto, pela empresa Soapro.

“Pretendemos agora iniciar a segunda e mais tarde a terceira fase do projeto [da cidade de Kilamba]. Assim, criámos o gabinete de coordenação para a construção da cidade de Kilamba, da cidade Camama e da cidade de Cacuaco. Gabinete que promoverá e conduzirá os esforços de todos os setores, empresas e outros agentes que queiram participar na construção destas cidades”, disse o chefe de Estado angolano, numa visita feita a 22 de agosto àquela centralidade.

Em concreto, o Plano Diretor da Cidade do Kilamba, cuja construção está a cargo de empresas chinesas, abrange uma área de 54 quilómetros quadrados e prevê a construção de 710 edifícios, 24 creches, nove escolas primárias, oito escolas secundárias e 50 quilómetros de vias.

Segundo a administração da cidade de Kilamba, vivem atualmente nesta centralidade 55 mil pessoas, estando em fase final de implementação vários serviços de apoio social, nomeadamente um centro de saúde com funcionamento 24 horas por dia.

Estas novas centralidades, construídas de raiz em vários pontos do país, integram-se no Plano Nacional de Habitação e a sua aquisição, sobretudo por funcionários públicos, é anunciada pelo Executivo como possível a preços controlados e mais acessíveis.

Contudo, ao longo dos últimos anos têm sido relatados publicamente problemas na aquisição de apartamentos na cidade de Kilamba, a sua reduzida taxa de ocupação ou a falta de serviços de apoio.

Sobre este assunto, José Eduardo dos Santos informou que uma Comissão Multissetorial liderada pelo Ministério da Justiça vai assegurar a legalização dos apartamentos e vivendas adquiridas ou a adquirir nestas centralidades.

Por: PVJ // EL | Fonte: Lusa

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