Investimento público: O que falta são contratos, não concursos

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Os números não deveriam deixar margens para dúvidas. O problema é que Estado e os responsáveis do setor da construção têm leituras diferentes sobre o investimento público. Para o setor é mais que óbvio: Não interessa se aumenta o número de concursos públicos se os valores dos contratos efetivamente celebrados estão a reduzir.

O jornal Expresso, dá conta deste conflito de leituras. Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI), fala num “desinvestimento claro e continuado do Estado na construção e nas obras públicas. Neste momento atravessamos o segundo mínimo histórico dos últimos 15 anos em termos de volume de atividade.”

Já o Estado revela que até Agosto deste ano foram feitos 1590 anúncios de concursos de empreitadas de obras públicas (cerca de 1031 milhões de euros – mais 24% que no período homólogo). A questão problemática, para os responsáveis do setor, não está na quantidade de anúncios de concursos, mas sim no número de contratos que são efetivamente celebrados.

O responsável da CPCI quer que o Estado aproveite os fundos europeus, mesmo que isso exija uma comparticipação pública. Reis Campos não percebe porque é que existe um desinvestimento público no setor, visto ser aquilo que o setor de facto precisa. Ainda na Europa, o presidente da CPCI acusa as economias fortes de serem as únicas beneficiárias dos fundos estruturais ” na prática, quem está a aproveitar esses fundos são os países mais ricos da Europa, quando os mais pobres é que precisam de um impulso às suas economias, como é o caso de Portugal” disse .

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As críticas continuam. Reis Campos fala num período de espera anormal “em 2015 verificou-se que, em média, decorreram 156 dias, ou seja, mais de cinco meses entre a data de promoção dos concursos e a respetiva celebração do respetivo contrato” referiu.

Fonte: Expresso (adaptado)

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