Reportagem televisiva denuncia exploração de trabalhadores da construção portugueses no Luxemburgo

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Trabalham a valores ilegais, sete dias por semana, e têm que viver em quartos improvisados em garagens. Alguns ficam presos no Luxemburgo, sem dinheiro para voltar.

Uma reportagem emitida esta quarta-feira por uma televisão luxemburguesa voltou a levantar o debate acerca dos portugueses que trabalham no setor da construção civil em condições a que os sindicatos chamam de “escravatura”. Mesmo numa obra do estado luxemburguês, os trabalhadores portugueses recebiam apenas 7,5 euros à hora e tinham que habitar em quartos improvisados em garagens.

O Sindicato da Construção denuncia várias situações, tanto no Luxemburgo como na Bélgica, em que os trabalhadores vivem em circunstâncias “catastróficas”, que qualifica como escravatura. “As pessoas vêm com contratos negociados em Portugal que não respeitam a legislação luxemburguesa, e quando pedimos informação dizem que descontam o alojamento, o material, tudo”, contou Albano Ribeiro ao Jornal de Notícias.

Albano Ribeiro denunciou ainda situações de portugueses que acabam por permanecer abandonados no Luxemburgo, visto que os salários por vezes não são pagos, ficando os trabalhadores sem dinheiro para voltar para Portugal.

Ao JN, o secretário de Estado das Comunidades confirmou que existem queixas de trabalhadores que recebem salários abaixo do valor legal, mas não tinha informações específicas sobre o caso da obra do Estado luxemburguês que foi revelado na reportagem emitida ontem.

A reportagem emitida pela televisão RTL ontem à noite denunciava a situação de trabalhadores portugueses numa obra do estado nos caminhos de ferro. “São encaminhados para cá simplesmente para serem explorados”, disse ao JN a jornalista Deborah Ceccacci, uma das autoras da reportagem. “Verificámos o caso de uma pequena empresa de construção que alojava os operários numa pequena divisão da própria casa com camas sobrepostas”.

Fonte: Diário de Notícias

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