Construção metálica portuguesa vê oportunidades de futuro nas Américas Central e Latina

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As “Américas” são sinónimo de futuro para a metalurgia e metalomecânica portuguesas. Quem o diz é o presidente da Associação Portuguesa da Construção Metálica e Mista (CMM), que, entrevistado pela agência Lusa, apontou os mercados da América Central e Latina como estando entre as grandes apostas do setor. A construção metálica portuguesa mantém as previsões de continuar a crescer 30% ao ano nas exportações.

“A aposta na América Central e Latina já tem sido feita, mas o setor procura reforçar a presença nesses mercados através de ações conjuntas das empresas portuguesas da construção metálica”, sublinhou o presidente da CMM, Luís Simões da Silva.

Com a presente necessidade de diversificar mercados, estas regiões são olhadas “com muito interesse”, por terem “países com mais estabilidade e uma necessidade de investimento significativo”, justificou.

As exportações do setor têm crescido 30% ao ano, sendo previsível que esse incremento se mantenha, explanou, considerando que “a agilidade e rapidez” das empresas têm sido importantes para garantir que flutuações económicas de um país não têm um impacto económico “grave” nas empresas.

Na América Latina e Central já começa a haver uma presença por parte das empresas portuguesas que a CMM quer agora reforçar, sublinhou.

Nesse sentido, na quarta-feira, em Coimbra, realizou-se uma conferência que reuniu as câmaras de comércio e indústria da Colômbia e México.

A secretária-geral da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Colombiana, Rosário Marques, salientou que, na Colômbia, há grandes carências “em termos de infraestruturas rodoviárias, portuárias e ferroviárias”, havendo também necessidade de construção de aeroportos, metros e habitação.

O aumento da classe média na “última década” naquele país, bem como a política de obras públicas que está a ser desenvolvida na Colômbia faz deste país um mercado “com grandes oportunidades, em que os portugueses têm facilidade de relacionamento”, referiu, recordando que, só nas infraestruturas rodoviárias, a Colômbia prevê investir 24,4 mil milhões de dólares.

“Já é um mercado importante [para empresas portuguesas], mas poderá ser ainda mais”, afirmou, apontando para o crescimento de mais de 40% nos últimos três anos nas exportações de empresas portuguesas para a Colômbia.

Também no México, a política de obras públicas, como “autoestradas, aeroportos ou portos”, pode ser uma oportunidade para o setor português, notou o vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana, Jorge Yarte-Sada.

A câmara de comércio tem de momento um programa, com o apoio de fundos comunitários, para levar empresas portuguesas ao México, intitulado Portugal Connect, onde quer agora incluir empresas da metalomecânica e de estruturas metálicas, explanou, salientando que este país é também “um trampolim para se entrar no sul dos Estados Unidos”.

A construção metálica em Portugal garante mais de 16 mil postos de trabalho diretos e registou um volume de negócios de 1.500 milhões de euros em 2014.

Fonte: LUSA

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