Britalar deve 45 milhões e continua a tentar negociar venda

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É um valor a rondar os 44,95 milhões de euros, aquele que a Britalar-Sociedade de Construções deve aos seus credores no seguimento do processo especial de revitalização (PER) pedido no inicio de Novembro. Entre os maiores credores da construtora encontram-se os bancos Montepio, Caixa Económica e Novo Banco.

O primeiro PER da construtora, aprovado em maio de 2014, só foi viabilizado pelos bancos porque havia a condição de o fundo Vallis integrar a empresa no Grupo Elevo. O processo, no entanto, não ficou concluído, mesmo depois da luz verde da Autoridade da Concorrência, em abril de 2015. A compra “estava subordinada a determinadas condições que não foram preenchidas”, justificou em novembro o fundo Vallis, sem detalhar quais eram as condições. Também a Britalar recusou dar mais detalhes sobre o falhanço na primeira negociação.

A construtora liderada por António Salvador quer, com a aprovação do segundo PER, “negociar novamente a venda” à Vallis, porque “entende, ainda assim, que tem condições de recuperação”, segundo a petição inicial à qual o Dinheiro Vivo teve acesso. A empresa tenta, assim, pela segunda vez, contrariar as “sérias dificuldades” de “todas as empresas de construção civil” em Portugal. O fundo, nos últimos anos, tem comprado várias empresas desta área do mercado em dificuldades, como a Edifer, a MonteAdriano e a Eusébios. Graças a estas aquisições já é um dos cinco maiores grupos construtores nacionais.

A principal empresa do grupo Britalar foi responsável nos últimos anos, por exemplo, pela remodelação da Casa dos Bicos, que alberga a Fundação José Saramago, e pela construção do Hotel Tryp, junto ao aeroporto da Portela. O grupo liderado por António Salvador tem ainda presença no mercado internacional em países como França, Moçambique e Brasil. O grupo Britalar também tem investimentos, por exemplo, na recolha e tratamento de resíduos urbanos.

Fonte : Dinheiro Vivo (adaptado)

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