Austrália aprova construção de mina Carmichael, a maior do país | Ambientalistas receiam impacto sobre a Grande Barreira de Coral

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A construção da maior mina de carvão da Austrália, a mina Carmichael, estava bloqueada pelos tribunais, mas foi hoje aprovada por aquele país anglófono. A decisão gerou controvérsia, sobretudo entre grupos ambientalistas, que contestam os fortes níveis de emissões poluentes que a construção produzirá e apontam o “fraco historial ambiental” do responsável pela obra, o grupo Adani.

A empresa indiana Adani é que vai concretizar a multimilionária empreitada de construção da mina Carmichael e as suas vias ferroviárias de 189 quilómetros, numa zona remota do estado australiano de Queensland, no nordeste do país.

No entanto, o Governo australiano sujeitou o projeto a “36 das mais estritas condições na história da Austrália”.

O aval ocorre depois de a justiça ter anulado, em agosto, a autorização já concedida pelo Governo de Camberra ao projeto com o argumento de que não contemplava o impacto em duas espécies ameaçadas.

À luz das novas condições, a Adani deve aceitar as recomendações de especialistas independentes para proteger um habitat de 31 mil hectares e assegurar financiamento para investigar e salvaguardar as espécies ameaçadas do pantanal de Doongmabulla Springs.

Grupos ambientalistas têm vindo a contestar o projeto devido ao enorme volume de emissões de gases com efeito de estufa, do impacto negativo em espécies vulneráveis, bem como do “fraco historial ambiental” do grupo indiano Adani.

A mina, que se calcula que poderá operar por um período de até 90 anos, vai ter capacidade para produzir até 60 milhões de toneladas de carvão térmico para ser exportado a partir dos terminais de Abbot Point, que se situam nas proximidades da Grande Barreira de Coral, classificada desde 1981 como Património da Humanidade pela UNESCO.

Em 2013, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) expressou preocupação com as crescentes ameaças à Grande Barreira de Coral,

A Austrália introduziu no final de março último um plano de preservação de 35 anos que proíbe a dragagem e o depósito de lixo perto da Grande Barreira de Coral, e estabelece metas para a melhoria da qualidade de água e proteção da vida marinha.

A Grande Barreira, que alberga 400 tipos de coral, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aquecimento da água do mar e do aumento do grau de acidez por causa de uma presença maior de dióxido de carbono na atmosfera.

Fonte: LUSA

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