Arábia Saudita: Um deserto, em tudo, para trabalhadores da construção

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O fim de outro El Dorado da construção? Provavelmente. O reino da Arábia Saudita tirou o pé do acelerador no que respeita às obras megalómanas. O pior, é que as construtoras recebem tarde e os seus trabalhadores nem tarde recebem.

“Primeiro, não recebiam salário. Depois deixaram de ter trabalho. Durante algum tempo, nem comida havia nestes campos de betão armado onde foram abandonados para viverem sob o calor abrasador do deserto saudita. Os medicamentos acabaram há dois meses”, descreve assim a agência noticiosa americana Bloomberg, a situação vivida pelos trabalhadores de construção na Arábia Saudita.

Rebentou a bolha, estoirou

O colapso do setor é cada vez mais evidente. E porquê? O petróleo, como é óbvio. A queda dos preços do crude está a tirar o folego às empresas. O Estado corta por onde pode, atrasa pagamentos aos empreiteiros. É uma bola de neve descontrolada.

O Kafala que os trama

Provavelmente nunca ouviu falar no Kafala. Mas este é, atualmente, um dos piores pesadelos dos trabalhadores a (sobre)viver na Arábia Saudita.

Trata-se de uma espécie de patrocínio, um contrato celebrado entre entidades patronais e trabalhadores. Este contrato estipula que as empresas terão de obter os vistos para os seus trabalhadores, sendo que antes terão de pagar os salários e os devidos prémios em atraso. Sem isso não há visto. Ora, atualmente, nem salários, nem vistos, nem fuga à vista.

Presos no deserto

O fim de outro El Dorado da construção? Provavelmente. No reino da Arábia Saudita. As construtoras recebem tarde e os seus trabalhadores nem tarde recebem.

O fim de outro El Dorado da construção? Provavelmente. No reino da Arábia Saudita. As construtoras recebem tarde e os seus trabalhadores nem tarde recebem.

A agência Bloomberg, faz um relato chocante das condições de vida de alguns trabalhadores. Algumas construtoras criam campos para abrigar os seus trabalhadores. Mas as condições em que estes acabam por viver … Mau cheiro, pouco espaço para dormir, desconforto, sujidade extrema, um calor insuportável, falta de eletricidade (e ar condicionado), falta de medicamentos.

Existem trabalhadores que necessitam de certos medicamentos para estabilizarem as suas doenças. Mas estes são cada vez mais escassos. Assim como a comida que falhou durante três dias no campo de concentração criado pela Saudi Oger.

Fonte: Jornal de Negócios (adaptado) | Fonte (imagens): Bloomberg e Engenharia Civil

Controle, em pormenor, a atividade das suas máquinas e pesados nas diferentes obras.

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