António Mota: “O setor da construção foi destruído”

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António Mota, presidente da construtora Mota-Engil, deu uma entrevista ao jornal Público em que fala abertamente sobre o futuro da empresa, o setor da construção em Portugal e a forma como os mercados internacionais têm afetado a construtora.

Empresa histórica também muda – “Para a América Latina e em força”

Apesar dos 70 anos de história, a Mota-Engil viu-se sempre obrigada a mudar. Em primeiro lugar, o mercado nacional não oferece grandes horizontes de crescimento e sustentabilidade. Em segundo, e o mais recente motivo de mudança, África já não é o que era e é necessário apontar baterias para outros mercados. México “nova-Angola”? Talvez…

António Mota reitera que a aposta no mercado da América Latina não é de hoje, foi faseada. E tudo começou no Peru, há 18 atrás “Mas quando pensámos em apostar a sério na América Latina, fizemos como todos e começámos, naturalmente, pelo Brasil. E demorou muito tempo. É muito difícil entrar no Brasil. Depois apareceram mercados alternativos, na Colômbia e principalmente no México. Ao México chegámos em 2007” referiu ao Público.

O México é ou não “nova-Angola”? Não nos esquecemos. O presidente da construtora fala numa mudança de paradigma, Angola já não pesa os 80% no volume de negócios em África, mas deixa claro que África é África, “um continente com um potencial enorme”. “ No futuro deveremos também conseguir melhorar as taxas de rentabilidade na América Latina. Não são, nem nunca serão, iguais às de África. Mas são melhores do que as da Europa, por isso é possível fazer um equilíbrio razoável” referiu.

Recentemente a construtora anunciou contratos no valor de 280 milhões de euros na Colômbia, reforçando ainda mais a ideia de que a visão estratégica da empresa passa por esta região do globo.

Portugal, a Banca e os milhares de trabalhadores que não vão poder voltar                                    

“O sector da construção precisava de ser reformulado. Mas o que fizeram foi destrui-lo” diz António Mota, que acusa a banca portuguesa de falta de apoio às empresas nacionais “Tem de haver bancos que tenham como primeira prioridade apoiar as empresas portuguesas”.

O presidente da Mota-Engil revela ainda a sua preocupação com a falta de trabalho em Portugal, porque “Aqui não há nada”. “Penso nos quase 1800 portugueses que trabalham na ME, mas fora de Portugal. E a quem normalmente prometi que iriam, por exemplo, três anos para Angola e depois poderiam regressar a Portugal. Agora tenho de lhes dizer, “vais três anos e depois logo se vê” declarou ao Público.

Leia a entrevista do Público na íntegra aqui

Por: Luísa Pinto | Fonte: Público (adaptado)

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