Amianto em edifícios e a lei por cumprir, diz Quercus

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A Quercus alerta para o facto de ainda existirem edifícios públicos com amianto, sendo que há cinco anos foi estabelecida uma lei que obriga à intervenção num conjunto de edifícios identificados como tendo materiais perigosos.

Carmen Lima, da associação ambientalista Quercus, lamenta que o levantamento não esteja concluído e refere que já passou tempo suficiente para o fazer.

“Cinco anos era tempo suficiente para fazer o levantamento com rigor e sem acrescentar custos demasiado elevados a este trabalho. Aquilo que foi feito até agora foi apenas a primeira fase, apenas a identificação dos materiais que poderão conter amianto, mas falta trabalho importante, como por exemplo a avaliação do risco de exposição dos trabalhadores da função pública a este material, que não está feito nem há qualquer previsão para o fazer.”

A aposta na prevenção é algo que faz sentido, mesmo em termos económicos, explica.

“Não nos podemos esquecer que há pessoas que estão expostas, não sabemos como nem quando, o que sabemos é que estão involuntariamente expostas e cada dia que passa é mais um dia de exposição. Qualquer dia quando começarem a aparecer mais pessoas doentes e começarmos a fazer contas a tudo isto, vamos verificar que cada ano que passa vai ficar mais caro ao SNS não ter feito a prevenção da exposição ao amianto.”

Até agora, o Estado apreciou 13 mil espaços públicos, para identificar apenas os locais que presumivelmente poderão conter amianto.

Fonte: Rádio Renascença | Fonte (imagem): Sapo

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