Adeus Angola. Olá Cuba

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É sabido que nos últimos anos o setor da construção português tem aproveitado a prosperidade angolana, materializada num investimento em infraestruturas, para subsistir e superar os constrangimentos do mercado interno. O que é certo, é que o “El Dorado Angolano” parece ter terminado, e as construtoras procuram novas geografias, com maior capacidade financeira. Poderá Cuba ser um desses destinos?

Ainda é muito cedo para falar de um novo “El Dorado”, mas a verdade é que Cuba parece ser cada vez mais um possível bote de salvação para o setor. Com o mais que eminente fim do embargo comercial norte-americano, e com a maior abertura política e económica do governo cubano ao investimento e presença estrangeira, abrem-se novas portas que a AEP- Associação Empresarial de Portugal quer explorar.

A associação realiza esta semana uma missão empresarial a Cuba, que conta com 11 empresas, para procurar oportunidades numa economia que se espera que ganhe cada vez mais dinamismo

A comitiva é composta sobretudo por empresas ligadas ao setor da construção e a missão decorre entre domingo e a próxima sexta-feira, com os representantes empresariais a terem em Havana várias reuniões e contactos institucionais

“A nossa opção foi chegar o mais cedo e o mais depressa possível, aproveitando para reforçar o relacionamento económico bilateral. No dia em que os Estados Unidos levantarem o embargo, cairá o último muro da Guerra Fria. E o livre comércio internacional, Portugal incluído, ganhará com isso”, afirmou o presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida, citado no comunicado.

O objetivo desta missão empresarial portuguesa é precisamente começar a preparar esse momento para intensificar as relações comerciais e numa altura em que o Governo cubano se mostra mais recetivo à iniciativa privada e investimento estrangeiro.

A AEP considera que Portugal tem várias empresas e setores em condições de entrar naquele país, nomeadamente de materiais de construção, energias renováveis, agroindústria, moldes, tratamento de resíduos, têxteis, calçado, turismo e ainda equipamento médico hospitalar.

Fonte: Diário Económico

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